Paracentese

PorJonathan Gotfried, MD, Lewis Katz School of Medicine at Temple University
Revisado/Corrigido: mar. 2023
Visão Educação para o paciente

    (Ver também Como fazer toracocentese.)

    Utiliza-se a paracentese abdominal para a obtenção de líquido ascítico para análise. Pode também ser feita para tratamento de ascite tensa que provoca dificuldade respiratória ou dor, ou ainda como tratamento para a ascite crônica.

    Contraindicações absolutas à paracentese incluem

    • Distúrbios da coagulação graves e não corrigidos

    • Parede abdominal infectada

    • Obstrução intestinal (a menos que tenha sido identificada por exames de imagem uma área do líquido peritoneal que possa ser acessada com segurança)

    As contraindicações relativas incluem falta de cooperação do paciente, presença de cicatriz cirúrgica ao longo do ponto de punção, grandes massas intra-abdominais e hipertensão portal grave com presença de circulação colateral.

    Hemograma completo, contagem de plaquetas e coagulograma são obtidos antes do procedimento.

    Após esvaziar a bexiga, o paciente se deita no leito com a cabeça elevada em 45 a 90°. Em pacientes com uma ascite evidente e extensa, localiza-se um ponto na linha média entre o umbigo e o púbis e limpa-se o local com solução antisséptica e álcool. Dois outros locais possíveis para a paracentese estão localizados cerca de 3-5 cm superior e medial à espinha ilíaca anterossuperior em ambos os lados. Em pacientes com ascite moderada, a localização precisa do líquido ascítico deve ser feita com o ultrassom. Colocar o paciente em decúbito lateral com o local em que se planeja fazer a inserção para baixo também promove a migração e flutuação dos circuitos cheio de ar do intestino para cima e para longe do ponto de entrada.

    Por meio de técnica estéril, a área é anestesiada até o peritônio com lidocaína a 1%. Para a paracentese diagnóstica, conecta-se uma agulha calibre 18-22 a uma seringa de 30-50 mL. Insere-se a agulha através do peritônio (em geral, percebe-se um pequeno solavanco). O líquido é delicadamente aspirado e encaminhado para contagem celular, dosagem de proteínas ou de amilase e citologia ou cultura, quando necessárias. Para a paracentese terapêutica (grande volume), conecta-se uma cânula de calibre 18-14 a um sistema de aspiração a vácuo, a fim de se coletar até 8 L de líquido ascítico. Recomenda-se a infusão concomitante de albumina IV durante a paracentese de grande volume para ajudar a evitar uma alteração significativa no volume intravascular e a hipotensão pós-procedimento.

    Hemorragia é a complicação mais comum da paracentese. Ocasionalmente, na ascite tensa, pode ocorrer vazamento prolongado de líquido ascítico através do orifício de punção.

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